Da redação
A França registrou uma das maiores ondas de violência dos últimos anos após manifestações contra a alta dos preços e a piora dos serviços públicos deixarem um manifestante morto, centenas de policiais feridos e quase 2.400 pessoas detidas no sábado (17), conforme autoridades locais.
Segundo o ministro do Interior, Laurent Núñez, mais de mil agentes ficaram feridos em todo o país. Em Paris, a polícia fez um recorde de 855 prisões. Uma prefeitura foi incendiada em Limoges, onde o prefeito Guillaume Guerin afirmou à Reuters que “havia uma intenção clara e premeditada de incendiar a prefeitura, e as pessoas que estavam lá dentro temeram por suas vidas”.
As marchas reuniram mais de 500 mil participantes em dezenas de cidades, com episódios de saques, incêndios e ataques a prédios públicos. Segundo o ministro da Economia, Roland Lescure, o governo dará apoio aos comerciantes prejudicados. O presidente Emmanuel Macron fará pronunciamento à nação, segundo seu gabinete, enquanto o primeiro-ministro Sébastien Lecornu atribuiu a autoria dos ataques à “extrema esquerda” e a criminosos.
O movimento se iniciou há cerca de um mês por estudantes, em protesto contra as condições das escolas e falta de professores. Com o tempo, ganhou adesão de grupos insatisfeitos com a desigualdade, os cortes de gastos públicos e o aumento do custo de vida. O prefeito de Bordeaux, Thomas Cazenave, informou que cem lojas foram saqueadas na cidade, enquanto Benoît Payan, prefeito de Marselha, anunciou ajuda emergencial para os estabelecimentos afetados.




