Da redação
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontraram pela primeira vez em um debate presidencial transmitido pela Band, que reuniu apenas os dois candidatos ao segundo turno. Durante quase duas horas, discutiram propostas para segurança pública, saúde e economia, mesclando provocações, acusações e troca de ofensas.
Flávio priorizou temas como segurança pública e custo de vida. O candidato do PL declarou que defenderá “o direito dos brasileiros, não dos bandidos”, reiterou o combate a facções e milícias, e afirmou apoiar a redução da maioridade penal. Confirmou ainda a intenção de nomear o médico Claudio Lottenberg para o Ministério da Saúde, caso eleito. Lula, por sua vez, relacionou a gestão do adversário à pandemia, dizendo que metade das mortes poderia ter sido evitada por outra condução.
O debate foi marcado por embates e ataques pessoais. Flávio mencionou processos da operação Lava Jato contra Lula, que foram posteriormente anulados pelo Supremo Tribunal Federal. Lula, em resposta, acusou o adversário de beneficiar-se de esquema de corrupção e associou o nome de Flávio à milícias e ao banqueiro Daniel Vorcaro, questionando transferências de valores. Flávio rebateu e disse ter explicado a origem dos recursos, afirmando que foram destinados à produção de filme sobre Jair Bolsonaro.
O formato do debate permitiu movimentação livre dos candidatos pelo estúdio, intensificando a troca de provocações. Entre os presentes na plateia estavam Sergio Moro, ex-juiz da operação Lava Jato e governador eleito do Paraná, e Deltan Dallagnol, ex-procurador e senador eleito pelo mesmo estado, ambos como apoiadores de Flávio. Um novo encontro entre os dois candidatos ocorrerá na próxima sexta-feira (23), em debate televisionado pela Globo.




