Da redação
O governo argentino de Javier Milei publicou decreto que institui plano de demissão voluntária para até 21 mil servidores federais, dentro da política de corte de gastos. As vagas dos aderentes serão suprimidas permanentemente; militares e funcionários de segurança e inteligência estão excluídos.
O plano alcança funcionários de 58 a 64 anos ou já aptos à aposentadoria e prevê pagamento de um salário por ano de serviço, mais 60% do salário mensal por três anos. A adesão impede o retorno ao serviço público por oito anos.
Rodolfo Aguiar, secretário-geral da Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE), acusa chefias de pressionar funcionários e relata a ameaça: “Ou você assina os papéis da aposentadoria ou eu te coloco em licença e depois te demito”. A entidade recomenda não aderir, lembrando demissões voluntárias dos anos 1990.
Entre dezembro de 2023 e agosto de 2026, foram eliminados 77,5 mil postos públicos: 44,7 mil na administração pública direta e indireta, 11,1 mil nas Forças Armadas e forças de segurança e 21,6 mil em empresas estatais. Os cortes são estimados em US$ 3,2 bilhões.




