Da redação
Nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, realizadas neste mês em Bangkok, na Tailândia, o Brasil voltou a ser citado entre os emergentes mais mencionados. Myriã Bast, superintendente sênior de Pesquisa Econômica do Bradesco, acompanhou os debates.
A agenda fiscal permanece como principal incerteza sobre o país para investidores estrangeiros e influencia discussões sobre juros, câmbio e bolsa. Nos painéis, participantes também destacaram o potencial brasileiro em energia, terras raras e commodities, capazes de atrair recursos em busca de alternativas ao dólar.
Após abril, quando a inteligência artificial dominou as discussões, o clima foi menos otimista. Bast relatou que uma frase repetida nos painéis resumiu o ambiente: “inflation is higher for longer, rates are higher forever”. A dívida pública preocupava mais que a inflação.
A América Latina despertou interesse por commodities, distância de conflitos e juros elevados. Bast vê espaço para capital no Brasil, condicionado a conter a alta do endividamento. Nos EUA, a alta dos juros longos foi vista como reprecificação para novos níveis de equilíbrio.




