Da redação
Mais de 250 mil pessoas fugiram dos combates recentes no Iêmen, e o acesso à cidade de Taiz está “praticamente bloqueado” após os houthis fecharem a única rota de abastecimento até Áden, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU).
Na terça-feira, o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu aos houthis que permitam a entrada imediata de ajuda. Ele alertou que o bloqueio está “colocando civis em grave risco”. Na província, 32 civis morreram, entre eles 14 crianças e nove mulheres.
Taiz abriga mais da metade dos 120 mil deslocados recentemente. Akhil Iyer, representante do Unicef no Iêmen, relatou que a água potável é quase inexistente. Combates e falta de combustível ameaçam sistemas hídricos que atendem 3 milhões de pessoas, incluindo 1,6 milhão de crianças.
O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, relatou que 12 hospitais de Taiz têm combustível para cerca de quatro dias. Dos 127 medicamentos essenciais, 115 têm estoque para uma semana ou menos, e há déficit diário de oxigênio.




