Da redação
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (20), em entrevista, que a França foi vítima de uma “invasão do islã extremista”. A agência AFP relatou as declarações, feitas após protestos contra o custo de vida evoluírem para distúrbios.
“Não se prepararam a tempo, simplesmente se renderam. Sucumbiram à invasão do islã extremista”, declarou Netanyahu, em tradução para o francês feita pelo intérprete da emissora francófona i24News. Ele também atribuiu os distúrbios a muçulmanos extremistas, apesar da diversidade dos manifestantes.
Autoridades francesas apontaram a “ultraesquerda” como responsável por um plano “insurrecional” durante os distúrbios. As declarações também ecoam a retórica de políticos e comentaristas de extrema direita no Ocidente, que fazem alegações sem comprovação sobre a aplicação da lei islâmica na Europa.
Entre as alegações está a de que partes da Europa, como o Reino Unido, estariam submetidas à lei islâmica em razão da imigração, o que tem gerado acusações de islamofobia. A França reconheceu o Estado palestino no ano passado, decisão que provocou indignação em Israel.




