Da redação
O ministro Floriano de Azevedo Marques Neto, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinou, na sexta-feira, liminar que impede o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, de suspender monocraticamente o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, após pedido preventivo da campanha do petista.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, pode pagar multa diária de R$ 50 mil se descumprir a liminar. Marques escreveu: “nenhum ministro da corte, menos ainda no exercício de competência administrativa, pode se sobrepor à autoridade do colegiado”.
A campanha de Lula pediu a medida após considerar iminente a suspensão do canal desde quinta-feira (22). Nunes Marques deu 24 horas à Meta, ao Google e ao X para apresentar relatórios sobre suposta atuação coordenada em favor da campanha; as empresas não encontraram irregularidades.
Coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de dez milhões de pessoas. Cerca de duas semanas antes, Nunes Marques suspendeu a ferramenta a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto o corregedor-geral eleitoral Ricardo Vilas Boas Cueva analisava solicitação; Cueva reverteu a decisão.



