Da redação
O vencedor da eleição presidencial poderá herdar, após a posse, uma crise do diesel, com risco de reajuste de cerca de 50% pela Petrobras depois do segundo turno. A projeção consta de relatório do Goldman Sachs.
O diesel doméstico está 21% abaixo da paridade internacional de importação, mesmo com subvenções. A “assimetria de subsídios” paga R$ 3,52 por litro aos importadores, ante R$ 2,12 aos produtores locais. Pode haver alta adicional para compensar preços abaixo da paridade neste ano.
O relatório avalia: “Acreditamos que a Petrobras provavelmente esperará o desfecho da eleição antes de tomar qualquer decisão sobre um potencial reajuste nos preços dos combustíveis, dada a sensibilidade política do tema no Brasil”.
Alta ameaça frete, inflação e pode gerar reação dos caminhoneiros. Preços mantidos deixam custos à Petrobras ou ao Tesouro via subsídios. Em 2018, greve de caminhoneiros paralisou o país após altas do diesel e levou o então presidente Michel Temer a criar programa de subvenção.



