Da redação
Especialistas ouvidos pela ONU News em Maputo apontam a falta de infraestrutura adequada e de recursos para digitalização como obstáculos à preservação do patrimônio audiovisual de Moçambique, que reúne registros sonoros, fílmicos e documentais da história e das transformações socioculturais do país.
Cristiano Tsope, chefe do Departamento de Arquivos da Rádio Moçambique, considera o acervo essencial para resgatar a identidade do país. “O arquivo permite resgatar essas dinâmicas socioculturais de uma nação”, disse. Para ele, os registros também ajudam a compreender mudanças nas línguas e nos costumes.
A Rádio Moçambique mantém mais de 100 mil discos de vinil, mais de 10 mil bobinas e mais de 10 mil cassetes. A estação digitaliza o acervo por critérios de prioridade, mas instalações inadequadas e a umidade prejudicam a conservação dos documentos.
Alcídio Amaral, diretor da divisão de audiovisual e cinema do Instituto Nacional das Indústrias Culturais, lembrou o incêndio de fevereiro de 1991 no Instituto Nacional do Cinema, que consumiu boa parte dos filmes. A digitalização recebe apoio da cooperação espanhola, da Unesco e da Cinemateca Portuguesa.



