Da redação
Christine, viúva aposentada de 67 anos, recolhe alimentos em um evento beneficente no Arizona, como faz mensalmente desde que perdeu o acesso ao Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), após cortes promovidos pelo presidente Donald Trump. Ela cuida de crianças de 9 e 13 anos.
Em janeiro, cortes previstos na lei orçamentária deixaram cinco milhões fora do SNAP. Metade da aposentadoria de Christine vai para o aluguel, enquanto a inflação, em alta por causa da guerra contra o Irã, agrava sua situação. “Está tudo tão difícil”, disse ela.
No Arizona, mais de 465 mil beneficiários, entre eles 200 mil crianças, perderam o SNAP. A rede do Banco Comunitário de Alimentos do sul do Arizona atende neste ano 50 mil pessoas além do normal. “Muita gente está chateada”, disse Natalie Jayroe, responsável pela instituição.
O descontentamento pode influenciar as eleições de meio de mandato, em 3 de novembro. Óscar Ochoa, veterano militar de 65 anos excluído do SNAP, voltou a trabalhar como motorista de ônibus e votou pelo correio; sua escolha foi “completamente azul”, referência aos democratas.



