Da redação
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) debateu o impacto das tecnologias emergentes na segurança marítima, em sessão presidida pelo primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis. A Grécia ocupa a presidência do órgão neste mês.
Courteney Rattray, representante do secretário-geral, ressaltou a importância dos oceanos: eles transportam cerca de 90% do comércio mundial de commodities, e cabos submarinos conduzem mais de 99% do tráfego internacional de dados. O ecossistema sustenta milhões de empregos, conectividade e energia.
Fareed Zakaria, autor e jornalista da CNN, defendeu inteligência artificial embarcada nos navios, chamada Edge AI, para decisões autônomas mesmo sob bloqueios de satélite. Também propôs aprendizado federado, que permite compartilhar modelos algorítmicos entre aliados sem expor dados confidenciais dos sensores.
Conectividade e uso dual ampliam riscos de ataques cibernéticos, falhas e erros de cálculo. Rattray pediu supervisão humana, transparência e testes contínuos. A estrutura jurídica inclui a Carta das Nações Unidas, a Convenção sobre o Direito do Mar e convenções da Organização Marítima Internacional (OMI).



