Da redação
Líder opositora venezuelana María Corina Machado agradeceu ao governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira (29), durante coletiva em Caracas. Atribuiu ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio a abertura da “comporta para a liberdade” após a captura de Nicolás Maduro em janeiro.
Após dez meses de exílio, Machado voltou ao país e falou a estudantes da Universidade Católica Andrés Bello. Disse que retornou para mobilizar a sociedade para as eleições presidenciais, que espera que ocorram em 2027, e chamou os EUA de “grande aliado” na transição democrática.
Machado citou plano do Departamento de Estado para a transição: renovar o Tribunal Supremo de Justiça em dezembro e implementar depois um novo Conselho Nacional Eleitoral. Sobre negociações iniciadas em agosto, disse: “Nós não fazemos parte dessa mesa”, mas quer o sucesso do diálogo.
A presidente interina Delcy Rodríguez garantiu eleições sob autoridade renovada, sem data. Machado questionou a transparência do acordo petrolífero de agosto, que dá aos EUA controle de 65 bilhões de barris, operado pela North American Blue Energy Partners. Desconhece os termos e exigiu “transparência absoluta”.



