Da redação
Militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica ouvidos pela Folha aderiram à campanha antecipada por Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), governador reeleito, após Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado, ir aos Estados Unidos e a contestação do resultado eleitoral de 2026, em meio ao antipetismo.
Um ex-comandante de Força disse esperar que Lula tenha a “sabedoria de tentar pacificar o país” e resumiu o sentimento na caserna: “Menos Janja, mais Alckmin. Menos Bolsonaro, mais Tarcísio”. Todos os entrevistados criticaram a saída de Flávio sem reconhecer a derrota.
Freitas admitiu considerar disputar a Presidência em 2030 e começou a se distanciar do bolsonarismo. Oficiais destacam sua formação na Academia Militar das Agulhas Negras e no Instituto Militar de Engenharia, além do serviço na missão da ONU no Haiti, liderada militarmente pelo Brasil.
Dos 29 condenados no processo da trama golpista pelo Supremo Tribunal Federal, 21 eram militares das Forças Armadas. Em 2026, militares e policiais eleitos voltaram ao recorde da era Bolsonaro; no Congresso, segue parada proposta para levar militares da ativa à reserva ao registrar candidatura.




