Da redação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu ação de investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2026. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, acolheu pedido do partido Novo.
A apuração reúne 35 atos do governo editados em 2026 que criaram ou ampliaram benefícios sociais e econômicos. Na petição, o Novo afirma que o total de medidas desse tipo no ano igualou o registrado entre 2023 e 2025.
A ação cita o reajuste dos valores pagos pelo Bolsa Família, a ampliação de subsídios federais aos combustíveis e outras medidas administrativas de concessão ou expansão de benefícios. O partido alega que as iniciativas teriam sido usadas para favorecer a candidatura da chapa presidencial.
A decisão inclui Lula e Alckmin na investigação. Cueva escreveu: “O polo passivo é composto pelos integrantes da chapa supostamente beneficiada. Ao primeiro investigado atribui-se a edição dos atos impugnados, e ao segundo, além da condição de beneficiário, a participação em eventos de anúncio de algumas das medidas”.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou: “A lei não permite que um governo gaste R$ 100 bilhões para comprar uma eleição. Não se pode permitir que o dinheiro do contribuinte e a estrutura do Estado sejam utilizados dessa forma”. Notificados, os investigados têm cinco dias úteis para apresentar defesa.




