Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu aliados, ministros, ex-ministros e economistas na quinta-feira (5) para discutir os rumos da economia no próximo governo. O encontro terminou sem anúncios de mudanças na política fiscal ou de medidas para recuperar a confiança do mercado.
Uma das avaliações apresentadas foi que a taxa básica de juros é o principal entrave ao crescimento econômico. Os participantes defenderam uma redução dos juros para estimular a atividade, sem que isso necessariamente exigisse um ajuste mais contundente nas contas públicas.
A discussão ocorre em meio à expectativa sobre a composição da equipe econômica do próximo mandato e à definição da política fiscal. Na saída, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que não há fórmula pronta para resolver os problemas econômicos e indicou que eventuais anúncios ficarão para depois das viagens internacionais de Lula.
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, próximo de Lula, participou das discussões e critica a política monetária do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ausente do encontro. Mantega foi associado a pagamentos milionários do Banco Master, relação que colocou sua atuação nos bastidores sob escrutínio.
A ausência do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI), citado como possível ministro da Fazenda no próximo mandato, alimenta dúvidas sobre a composição da equipe econômica. Interlocutores avaliam que a escolha do titular da pasta não necessariamente mudará a condução da economia, e Lula pretende manter a palavra final.




