Da redação
O coordenador residente do Sistema ONU no Brasil, Igor Garafulic, disse à ONU News, em entrevista em Nova York, que combater a desinformação, o discurso de ódio e as ameaças cibernéticas emergentes é prioridade das Nações Unidas diante de um cenário global que se intensifica em eleições e consultas populares.
Garafulic disse que os desafios ligados à inteligência artificial, às notícias falsas e à necessidade de regras comuns são compartilhados por diferentes países. Ele relatou que o secretário-geral da ONU alertou: “A inteligência artificial é uma coisa que precisa ser governada, não é uma coisa que vai se governar, autogovernar-se”.
A governança, defendeu, não deve significar restrições ou intervenção para controlar a tecnologia. Garafulic citou uma plataforma criada pela ONU para debater o tema, com líderes de 101 países. Para ele, conteúdos falsos e manipulados ameaçam a estabilidade política e avanços em saúde, direitos humanos e meio ambiente.
A ONU lançou os Princípios Globais para a Integridade da Informação, voltados a ecossistemas de mídia e redes digitais mais seguros e transparentes. A atuação inclui transparência de algoritmos, redução da polarização, monitoramento de vulnerabilidades e apoio técnico aos Estados contra ataques cibernéticos e ransomware, que envolve cobranças de resgate.
Também estão previstas ações de alfabetização midiática e proteção de jornalistas e defensores de direitos humanos contra campanhas digitais de difamação. No Brasil, a parceria com o governo abrange clima, transição justa e inclusão social. Os prejuízos da desinformação podem chegar a US$ 510 bilhões anuais.




