Da redação
Estudo do Instituto Rodrigo Mendes, da Fundação Lemann e do Instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional, baseado no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aponta avanço da aprendizagem adequada na educação especial da rede pública entre 2013 e 2023 e redução da diferença em relação ao ensino regular no 5º ano.
Nessa etapa, em português, a proporção subiu de 20,7% para 44,5% entre alunos da educação especial e de 40,9% para 55,9% entre os demais, reduzindo a diferença de 20,2 para 11,4 pontos percentuais. Em matemática, os índices foram de 16,9% a 33,9% e de 35,6% a 44,3%.
Nos anos finais, a diferença entre os grupos cresceu. No 9º ano, em português, o índice da educação especial foi de 11,9% em 2013 para 18,8% em 2023; o dos demais, de 24,3% para 36,8%. No ensino médio, em matemática, os índices passaram de 2,9% e 5,1% em 2017 para 3,2% e 5,2% em 2023.
A participação no Saeb também aumentou. No 5º ano, foi de 61,6% para 74,4%; no 9º, de 65,7% para 76,1%; e no ensino médio, de 67,4% em 2017 para 75,9% em 2023. Alunos com altas habilidades participaram 85% acima da média da educação especial; entre os com deficiência múltipla, a taxa foi quase 50% menor.
Maria Laura Gomes, autora do estudo, ressalva que a análise considera apenas alunos que chegaram às etapas avaliadas e eram elegíveis ao Saeb, sem captar quem abandonou a escola no percurso. “Atualmente só 6,4% dos professores têm formação continuada em educação especial”, diz Gomes.




