Da redação
Integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a derrota republicana nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e a vitória petista no Brasil podem sinalizar uma inflexão na erosão do multilateralismo, apurou o Broadcast Político.
Os republicanos perderam as maiorias na Câmara dos Representantes e no Senado nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). Embora o resultado fosse esperado, a dimensão da derrota surpreendeu políticos e analistas. Donald Trump reconheceu o revés e disse ao The New York Times que os democratas “fizeram um bom trabalho”.
Diplomatas avaliam que a agenda unilateralista de Trump pode ter chegado ao limite. Na próxima semana, Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, deverá reunir-se com Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, na cúpula do G7, em Marselha. Será o primeiro encontro dos dois após as vitórias petista e democrata.
Lula viajará à Turquia e às Filipinas na próxima semana para a COP31 e a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). A comitiva incluirá ministros do Meio Ambiente, das Relações Exteriores, de Minas e Energia e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Na conferência, fará seu primeiro discurso internacional após a reeleição, considerado simbolicamente importante por auxiliares.
Na COP31, Lula deverá defender o multilateralismo, o combate ao desmatamento e a transição energética, além de tratar do TFFF e das metas de redução de gases do Acordo de Paris. Nas Filipinas, será recebido por Ferdinand Romualdez Marcos Jr., conhecido como Bongbong Marcos, e poderá reunir-se com outros chefes de Estado asiáticos. O retorno está previsto para 16.




