Da redação do Conectado ao Poder

O jornalista, apresentador e candidato a deputado distrital Todi Moreno (Republicanos) foi entrevistado no programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, pelo jornalista Sandro Gianelli, e lembrou de sua primeira eleição, disse qual é o fator mais interessante de estar dentro da política, falou sobre as suas experiências na TV, no rádio, além de mostrar quais serão suas defesas se for eleito para a CLDF e recordar um projeto dentro da Secretaria de Justiça.
Quando foi a sua primeira eleição?
Foi em 2010 para deputado federal, que eu tive 5.500 votos, mas eu fui para ajudar o grupo, porque eu não tinha interesse e acabei sendo suplente.
Aonde você focou a campanha de 2018?
Em 2018, eu parei a campanha na metade, mas eu foquei muito em Taguatinga e Ceilândia, que é de onde vem a maioria dos meus votos.
Para você, qual é o mais interessante da política?
O legal é você caminhar pelas cidades e as pessoas te reconhecerem por trabalhos feitos anteriormente. Se eu não tivesse o meu passado de líder estudantil, de rádio e TV, eu não viria como candidato, porque eu não teria coragem. Eu me considero uma figura de Brasília e reconheço o carinho, o respeito e a credibilidade que as pessoas me dão e eu preciso transformar isso em voto para as pessoas entenderem que eu estou pronto para ser deputado distrital, porque eu tenho entregado meu currículo nas ruas. Todo candidato deveria ser obrigado a entregar um currículo, porque é uma vaga de emprego, que quem contrata é o povo, então eu tenho certeza que quem me contratar para ser candidato a deputado distrital não vai me demitir, porque a minha entrega é 100%.
Quanto tempo você ficou na TV?
Eu entrei na Record em 2000 e fiquei até 2007, direto, sem sair do ar, todos os sábados, às 12h30. Logo em seguida, eu fechei com a Band, onde eu continuei mais três anos e depois eu entrei na política, mas segui com o programa Acesso Livre, na TV Brasília, que fiquei dois anos. Foram 12 anos de televisão. No entanto, recentemente, eu fiz participação na Record no quadro Saindo do Sufoco.
Como é esse quadro?
Você vê muita gente com conta atrasada de energia, de água, de luz, sem alimentação na geladeira, tinham geladeiras que a gente abria, que tinha um ovo para repartir para três membros da família e a gente comprava as coisas e dava, a realidade é dura. Com o processo político, a gente preferiu recuar para não parecer um programa político, porque o intuito não era esse e sim ajudar mesmo as pessoas, mas depois das eleições vai voltar de qualquer forma, ele não pode parar. O Saindo do Sufoco me marcou muito, porque eu ia na realidade e me sensibilizava, então essa fase na televisão foi muito importante.
E os trabalhos na rádio?
Fiquei exclusivamente na Rádio Atividade FM por 10 anos. Em todos os lugares que eu passo, as pessoas falam que me conhecem de lá.
Se eleito, quais serão as suas três principais defesas?
Criança, mulher e consumidor. Criança é em relação à proteção contra o abuso sexual de criança e adolescente, mas também o lazer para a criança, por conta da rotina de ir e vir para casa ser chata. Sobre a mulher, é na questão dela ser depressiva ou estar com um problema de violência doméstica e precisar ser capacitada para acabar com a sua independência financeira. Quanto ao consumidor, é porque não falamos só da relação de consumo, mas também da frustração, como a não entrega de apartamento ou móveis planejados. Além disso, uma outra bandeira é investir no esporte, porque o atleta envelhece e não tem outra capacitação, então a gente deve dizer que ele vai praticar o esporte, mas precisa ter uma outra profissão para ser empreendedor, por exemplo, para não ficar parado, então o esporte deve ser acompanhado com responsabilidade.
Qual a importância de se conhecer os direitos do consumidor?
Quando a pessoa conhece os direitos do consumidor, ela não é passada para trás de forma alguma, então quem usa do Código de Defesa do Consumidor, consegue muitas coisas.
Você tem ideia para a ressocialização de presos?
Eu penso que temos que colocar o preso para trabalhar e estudar. Por exemplo, se o preso plantar, a alimentação vai chegar no filho dele, no filho da vítima e na criança que está na escola.
Como subsecretário de Direitos Humanos da Secretaria de Justiça, foi possível implementar programas nesse sentido?
Lá nós lançamos o projeto Liberdade. Direto eu estou em um restaurante ou barzinho e chega um cara e fala do projeto, que aprendeu no regime semiaberto a ser garçom.
Confira a entrevista:






