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“Temos que estudar a melhor maneira da imprensa informar sem estimular novos casos de violência”, opina o secretário Sandro Avelar

Da redação do Conectado ao Poder 

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, participou do programa Rota Atividade, da Rádio Atividade FM (107,1), e comentou sobre a maneira que a imprensa pode abordar os temas relacionados à violência, como o feminicídio, ataques em escolas, para que os criminosos não sejam favorecidos nesta situação. O Rota Atividade vai ao ar de segunda à sexta, ao vivo, das 6h às 8h, na Atividade FM.

O secretário de Segurança Pública acredita que é necessário fazer um trabalho em conjunto para que a bandidagem não seja estimulada. “Eu acho que a gente tem que pensar junto, acho que nós temos que chegar a um caminho onde vocês [jornalistas] deem as notícias que têm que ser dadas, sem jamais se omitir, mas de uma forma que não estimule a bandidagem”, diz Sandro Avelar. 

Diferentemente de um cidadão comum, o secretário explica que estas exposições orgulham os facínoras. “O raciocínio deles não é o raciocínio normal de quem tem vergonha de ter cometido uma agressão e agora vai ser exposto. O criminoso, o facínora, se orgulha disso e ele acaba inspirando outros, então é preciso que a gente tenha cuidado com isso, e essa construção nós temos que fazer juntos”, pontua.

Sandro Avelar opina também que o protocolo da imprensa em relação aos casos de feminicídio devem ser mudados através de novos planejamentos, da mesma forma como ocorreu com os ataques nas escolas do Brasil. “Isso tem que ser enfrentado com estudos, tem que ser feito com experiência empírica. No caso das escolas, houve uma agressão na escola de São Paulo e isso massificou a informação. Depois, aconteceu no Paraná e em vários outros lugares, o que causou estímulo para aquelas pessoas que têm essa subversão da consciência. Devido a isso, a própria imprensa mudou o protocolo”. Ele conclui dizendo: “Então, nós temos que conversar sobre isso e concluirmos juntos qual é a melhor maneira de conduzir esse assunto”, disse o secretário de Segurança.