Da redação do Conectado ao Poder

Maria Antônia é ex-administradora do Gama, ex-deputada distrital, mas atualmente ela ocupa o cargo de diretora nacional da mulher do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos. Ela esteve no programa Rota Atividade e comentou sobre um crime muito comum no Brasil, mas pouco debatido na sociedade, a violência contra a pessoa idosa. O Rota Atividade é na Rádio Atividade (107,1 FM), de segunda a sexta-feira, das 06 às 08h.
“O Brasil registrou o aumento de 97% no número de violação de direitos humanos contra a pessoa idosa, no 1º semestre de 2023”. Para a Maria Antônia, respeitar e garantir os direitos das pessoas maiores de 60 anos, é uma obrigação de todos nós. Segundo ela, o tempo passa para todos, e um dia, os jovens também serão idosos. Durante sua participação no Programa Rota Atividade, ela detalhou sobre o sindicato, que segundo ela, é o maior da América Latina, sindicato dos aposentados, pensionistas e idosos. A diretora nacional da mulher atuará até 2026 defendendo os direitos e benefícios da população da melhor idade. “O nosso sindicato tem como objetivo primordial a defesa intransigente dos direitos garantidos aos aposentados, pensionistas e idosos”, explicou a entrevistada.
Ela ainda lembra que dia 15 de junho foi o dia mundial da conscientização da violência contra a pessoa idosa. Entretanto, essa não é uma data comemorativa, mas um dia de alerta para os vários tipos de violência que muitos idosos sofrem no país. As agressões físicas são popularmente as mais conhecidas, mas existe a psicológica, a institucional, a patrimonial, e até mesmo a sexual também está suscetível ao idoso.
A diretora ressalta que 26% dos lares brasileiros estão compostos por pessoas idosas, mas grande parte dessa população são de mulheres que cuidam da saúde e do corpo, estão mais ativas, abertas a se cuidarem na terceira idade. Diferente da maioria dos homens que tendem a não se importarem com isso e, em casos mais severos, levarem consigo preconceitos contra exames, doenças, e falar abertamente sobre problemas fisiológicos do corpo.
Além disso, em conversa com Sandro Gianelli e Coronel Moreno, a entrevistada conta que mesmo o Brasil possuindo 130 mil habitantes com mais de 100 anos, o envelhecimento natural do corpo ainda é tratado com preconceito, com falta de paciência, com falta de empatia por parte da sociedade. “Porque hoje é tanta palavra, é etarismo e não sei o que, mas nada mais é do que discriminalização do idoso”. Maria ainda cita o Japão como sendo um exemplo para os idosos e alerta sobre uma outra atenção à saúde psicológica da pessoa idosa. “No Japão, o idoso é respeitado, ele é valorizado, tido como conselheiro. Aqui no Brasil o idoso está sendo como um peso e isso está nos causando um dado apavorador que é o suicídio”, frisou.
A diretora do sindicato reforça que o Estatuto do idoso é uma lei atualizada, dentro do Congresso, como também, do judiciário que atua para defender os direitos dos idosos. Maria Antônia manda um recado para todos os pensionistas, idosos e aposentados que estão se sentido tristes, inconformados e sentido que não estão sendo devidamente valorizados. “Disque 100! Para qualquer violência que você esteja sofrendo, vá lá caladinho e peça a um vizinho, amigo, alguém para denunciar”.




