Início Distrito Federal Combate ao feminicídio | “O que vai trazer igualdade de gênero é...

Combate ao feminicídio | “O que vai trazer igualdade de gênero é a educação”, defende Celina Leão

Da redação do Conectado ao Poder

A vice-governadora destaca a importância de abordagens educativas e culturais para conter o aumento alarmante de casos de feminicídio no Distrito Federal.

Celina Leão é a governadora em exercício no Distrito Federal, apoiadora do esporte, dos portadores de doenças raras, incentivadora da doação de sangue e uma das maiores levantadoras das bandeiras em prol das mulheres. Em uma recente entrevista coletiva, a gestora pública comentou sobre os elevados números de crimes contra a classe feminina e a necessidade da criação de políticas mais educativas e culturais para o enfrentamento do feminicídio no DF.

Em 2022, o Distrito Federal registrou 17 casos de feminicídio. Entretanto, em 2023, nos minutos finais do ano, a 34ª mulher foi vítima de violência apenas por ser mulher. Celina Leão, em conversa com jornalistas, discutiu o aumento constante desses crimes e afirmou que o governo está empenhado em combatê-los de todas as formas. “Colocamos recursos nas secretarias, toda hora, uma secretária ou outra está fazendo um programa para mulher, estamos dando qualificação e (mesmo assim) não conseguimos. O que isso significa? Que é uma questão de cultura, de educação”, comentou. 

Segundo a vice-governadora, os crimes contra as mulheres são de gênero e não tem nada relacionado com outras ocorrências de segurança pública. De acordo com ela, o número de crimes, de outras origens, vem constantemente caindo dentro do território brasiliense. Entretanto, os referentes à morte de mulheres é um problema nacional. “A gente vai fazer uma pesquisa para saber o seguinte, será que nós estamos divulgando da forma correta? O que motivou esses homens? A gente precisa saber, investigar e ir fundo sobre isso”, destacou.

Durante suas declarações aos veículos de imprensa, inclusive o Conectado ao Poder, Celina relembrou os episódios passados de problemas no trânsito. Elencando, segundo ela, que a resolução mais adequada para combater a violência contra as mulheres é a mesma que sempre se usou para inibir as irresponsabilidades nas vias de trânsito. “O trânsito no Brasil só melhorou quando começou (a ser ensinado) dentro das escolas. Porque os filhos começam a educar os pais e falam, oh, não pode falar no telefone dentro do carro, não pode! Você vai ver meninos pedindo, Oh, não grita com a minha mãe, não pode! Não grita com a minha tia, você sabia que não pode? Sabia que tem lei?”.

Além disso, Celina ressalta a oferta de cursos de ressocialização para agressores como uma iniciativa da Secretaria de Segurança Pública para tentar trazer novamente a sociedade, quem um dia quis que as mulheres saíssem dela. “O que que vai trazer para o Brasil igualdade de gênero é educação. É mudar a cultura, cultura da violência, cultura da coisificação, a cultura de que nós somos propriedades de alguém, temos que pensar nisso”.