A FORMAÇÃO DE UM NOVO GOVERNO

Com a finalização do processo eleitoral, definido agora no 2º turno das eleições municipais, é o momento onde acontece as avaliações dos partidos quanto ao seu desempenho nas eleições, identificando os seus opositores no embate de 2014. Acontece que milhares de cidades elegeram  os seus prefeitos no 1º turno, os militantes comemoram muito, mais o prefeito eleito tem muito trabalho pela frente, na formação do seu governo, vivemos em um país democrático de direito onde temos um governo de coalizão.

A formação de um novo governo não é fácil, por isso a prudência é essencial  nessa fase de transição do governo, onde se conhece real estrutura do município, os projetos em andamentos, as receitas e despesas. De posse  desses dados é elaborado diversos relatórios para a confecção do organograma do novo governo, tudo dentro do plano de governo do prefeito eleito apresentado no momento do registro da candidatura.

Após apuração do resultado das eleições, o habitual é ver as forças políticas ou grupos políticos que fazem  parte da composição da Câmara de Vereadores, porque a partir  dai  começa a governabilidade do novo governo.Em Águas Lindas de Goiás, para ter a governabilidade é necessário 09 (nove) vereadores para ter apoio da maioria da Câmara de Vereadores, ou seja e preciso compor uma coalizão (aliança) com homogeneidade ideológica e uma agenda de convergência. É bom para o município que exista vereadores de oposição ao novo governo, assim eles vão  fiscalizar, corrigir e cobrar dos novos gestores.
Na continuidade da formação do novo governo vem à pergunta. Quais os partidos que me  elegeram? São definidas as pastas para cada partido, desta forma cada  tem oportunidade de mostrar o seu trabalho para comunidade e contribuir com o novo governo.

Em um governo de coalizão, que nesse caso é o nosso modelo, fica muito difícil fazer um governo de TECNOCRATA, ou seja, quem governa são os técnicos, dá-se prioridade aos técnicos envolvidos na política, não consigo enxergar um resultado positivo para os governos tecnocratas, é sim muita turbulência, uma vez que o novo gestor precisa fazer um governo de coalizão (aliança) para ter uma agenda de convergência no Legislativo Municipal.

A composição das pastas (secretarias), são formadas por partidos políticos que contribuíram  com a vitória  do novo  gestor, que por sinal quem indica é o partido através do grupo de correligionários que o compõe, o novo gestor indica o nome de sua preferência, agora sim o corpo administrativo da secretária é formado por especialistas, no nosso caso podemos fazer convênios de cooperação técnica uma vez que mão de obra de especialista é cara. Agora imagine você, vivendo em um governo de TECNOCRATA?

A moralização de um governo esta no dia-a-dia, no modelo administrativo adotado, em técnicas eficientes de gestão, um controle interno rígido, valorização do servidor público, cumprimento da Lei da Informação, tendo um portal de transparência dos atos do governo é por fim uma gestão participativa, descentralizada e cumprindo os princípios da administração pública.

Por: Marcelo Lins

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Consultor em Marketing Político; especialista em pesquisa de opinião pública; editor do Portal Conectado ao Poder; escreve a coluna On´s e Off´s, de segunda a sexta, no Jornal Alô Brasília; apresenta o programa Conectado ao Poder, aos sábados, das 6h às 8h, na Rádio 104,1 Metrópoles FM. É presidente da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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