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Abin eleva para crítico o risco de pressão dos EUA nas eleições de 2026


Da redação

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou para “crítico” o grau de risco de pressão e possível ingerência dos Estados Unidos nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. O órgão enviou relatório sigiloso ao governo federal e ao Tribunal Superior Eleitoral, descrevendo a escalada das ações de Washington sobre o Brasil.

De acordo com o relatório, a política externa do segundo governo Donald Trump teria como prioridade ampliar a influência dos Estados Unidos na América Latina e reduzir a presença de potências rivais, especialmente a China. Segundo a Abin, a estratégia incluiria disputa por ativos considerados estratégicos e iniciativas para aproximar governos da região aos objetivos norte-americanos.

O documento relaciona a pressão sobre o Brasil a medidas econômicas e diplomáticas dos Estados Unidos nos últimos meses, como sanções contra brasileiros e empresas. Segundo a Abin, setores do governo americano também atuaram em questões ligadas à eleição de 2026. Em agosto, a imprensa informou que representantes norte-americanos apresentaram exigências sobre participação de “dissidentes políticos” no processo eleitoral, rejeitadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva.

A agência brasileira destaca intensificação de ações americanas a partir de maio, incluindo a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas globais pelo governo Trump. Segundo a reportagem que revelou o relatório, a avaliação ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington e às discussões sobre possíveis sanções, com possíveis impactos no ambiente político e eleitoral brasileiro.