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Acesso desigual à energia limpa desafia países na COP31

Acesso desigual à energia limpa desafia países na COP31

Da redação

A COP31 reunirá representantes de mais de 190 países em Antália, na Turquia, entre os dias 9 e 20, para negociar ações climáticas e acelerar a implementação de soluções. A ONU News entrevistou Selwin Hart, assessor especial do secretário-geral da ONU para Ação Climática e Transição Justa, sobre os desafios da conferência.

Entre os temas pendentes estão o financiamento climático, a definição de um mecanismo para apoiar uma transição justa, a mensuração da adaptação e a redução de emissões. Países em desenvolvimento cobram o cumprimento dos compromissos financeiros das nações ricas. Também há divergências sobre responsabilidades e acesso aos recursos.

A Turquia sediará e presidirá a conferência, enquanto a Austrália conduzirá as negociações em colaboração com países insulares do Pacífico. A Turquia dará ênfase à implementação, com iniciativas sobre energia limpa, segurança alimentar, cidades resilientes, indústrias mais ecológicas, oceanos e redução de resíduos.

Embora a energia solar, os veículos elétricos e as baterias avancem, o acesso ao investimento é desigual. Economias emergentes e em desenvolvimento, excluída a China, abrigam quase dois terços da população mundial, mas receberam 18% do investimento global em energia limpa em 2025. Na África, cerca de 600 milhões de pessoas ainda não têm eletricidade.

Hart aponta o custo de capital como obstáculo: projetos de energia renovável em países em desenvolvimento podem custar várias vezes mais para financiar do que em países ricos. “Precisamos de soluções financeiras que não aumentem a dívida”, afirmou. A COP31 também dará início ao segundo balanço global do Acordo de Paris.