Da redação
ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia, tende a evitar menções ao senador Jaques Wagner após a operação realizada nesta quinta-feira, 18. O episódio ocorre em meio à disputa eleitoral no estado e à investigação da Polícia Federal envolvendo Wagner, que busca a reeleição ao Senado Federal.
Nos últimos meses, ACM Neto teve seu nome associado ao caso Master e foi alvo de acusações públicas feitas por Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. Agora, com Wagner sendo investigado, a condução da campanha de Neto passa a ser observada de perto por aliados e adversários.
Interlocutores ouvidos afirmam que não existe acordo entre a campanha de ACM Neto e representantes do Partido dos Trabalhadores para poupar debates sobre o caso Master. No entanto, de acordo com essas fontes, prevalece a análise de que o tema tende a ser deixado de lado no contexto eleitoral atual.
Aliados do pré-candidato sustentam que Neto deverá centrar suas críticas no governador Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição pelo PT, além de direcionar sua campanha para questões voltadas aos problemas do estado da Bahia. “Jaques não é problema de Neto. O que ele precisa fazer é concentrar fogo em Jerônimo e nos problemas da Bahia”, afirmou um colaborador.
A operação da Polícia Federal aumenta a pressão sobre Jaques Wagner em ano eleitoral, ampliando o foco sobre suas atividades e sua campanha ao Senado. Apesar da efervescência do tema, lideranças locais buscam adotar estratégias cautelosas diante das acusações e investigações em curso.
O caso Master tem repercutido no cenário político baiano, envolvendo diferentes figuras públicas e gerando intensos debates desde seu surgimento. Ao longo das últimas semanas, o tema tomou espaço nas discussões políticas, embora a tendência recente aponte para sua exclusão dos debates oficiais entre os principais candidatos.





