Da redação
ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia, declarou que o Estado precisará “mudar o chip” na política de atração de empresas devido à redução dos incentivos fiscais estaduais prevista na transição da reforma tributária. Ele fez a afirmação durante sabatina do Grupo A Tarde, em Salvador.
Segundo ACM Neto, com a perda de margem para concessão de incentivos fiscais exclusivos, será necessário dar mais peso a fatores como infraestrutura, logística, segurança jurídica e agilidade nos processos de licenciamento para atrair investimentos. Ele avaliou que o modelo de industrialização do interior baiano, baseado nesses incentivos, “não vai poder mais acontecer. A gente tem que mudar o chip”.
O candidato explicou que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) terá redução gradual entre 2029 e 2032, conforme a reforma tributária, e será totalmente extinto em 2033, quando o novo sistema tributário entrará em vigor. ACM Neto defendeu também ampliar concessões e parcerias com o setor privado como alternativa para fomentar negócios no Estado.
Entre as propostas, ACM Neto citou a possibilidade de construir um aeroporto no Litoral Norte da Bahia para estimular a economia local, afirmando que “a concessão ao privado seria uma boa solução”. Ele mencionou ainda a necessidade de maior integração aeroportuária, usando como exemplo os aeroportos de Valença e Porto Seguro.





