Da redação
O deputado federal André Janones (Avante-MG) avançou para a fase final do acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para encerrar a investigação sobre suspeitas de “rachadinha” em seu gabinete. A defesa do parlamentar informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), no fim de fevereiro, que já foram pagas nove das doze parcelas previstas no acordo de não persecução penal. As três parcelas restantes vencem até abril.
O ministro Luiz Fux, relator do caso no STF, determinou que a secretaria da Corte verifique a comprovação dos pagamentos realizados até o momento. O acordo foi homologado pelo Supremo após investigação da Polícia Federal sobre a suspeita de devolução de parte dos salários por assessores do deputado, para cobrir despesas pessoais e dívidas de campanha.
Segundo o acordo com a PGR, Janones se comprometeu a pagar R$ 157,8 mil, entre ressarcimento e prestação pecuniária. O valor foi dividido em uma parcela inicial de R$ 80 mil, paga após a homologação, e outras doze parcelas mensais de cerca de R$ 6,4 mil.
A investigação teve início após a divulgação de um áudio em que Janones aparece conversando com assessores sobre a possibilidade de contribuição financeira para quitar débitos acumulados em campanhas eleitorais.
Atualmente, o processo no STF aguarda a confirmação dos últimos pagamentos para a conclusão do acordo e encerramento definitivo da investigação.







