Da redação
O Tribunal do Júri absolveu, neste sábado (18/4), Carlos Henrique Alves da Silva da acusação de homicídio no caso da maior chacina do Distrito Federal, que resultou na morte de 10 pessoas da mesma família. Após seis dias de julgamento, os jurados entenderam que Carlos não participou dos assassinatos, mas o consideraram responsável pelo sequestro de Thiago Belchior, entregando a vítima aos executores.
Segundo a defesa, a absolvição do homicídio foi “justa e proporcional”. A advogada Vanessa Ramos argumentou que “ele não participou de nenhum homicídio” e destacou que Carlos foi condenado apenas pelo sequestro, com pena fixada em dois anos. Vanessa informou que, como o acusado já cumpriu mais de dois anos de prisão, deve ser colocado em liberdade nesta semana.
Carlos Henrique foi o último réu preso, em janeiro de 2023, e confessou em depoimento que foi contratado para sequestrar Thiago, roubar seu celular e receber dinheiro de aplicativos bancários. O acusado disse que receberia R$ 5 mil pelo crime, mas obteve apenas R$ 2 mil. Ele afirmou desconhecer que Thiago seria morto e relatou o impacto negativo do caso em sua vida pessoal.
Além de Carlos, quatro réus – Gideon Menezes, Horácio Barbosa, Carlomam dos Santos e Fabrício Canhedo – foram condenados, totalizando penas de 1.258 anos, 2 meses e 8 dias. Gideon recebeu a maior pena: 397 anos de prisão. O julgamento se estendeu por seis dias, ouvindo testemunhas, réus e apresentando debates entre defesa e Ministério Público.
A chacina teria sido motivada por disputa por uma chácara avaliada em R$ 2 milhões, localizada no Itapoã (DF). O caso envolveu sequestros, ameaças e assassinatos cometidos entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, com parte dos corpos das vítimas queimados ou ocultados para dificultar as investigações.






