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Agro discute reavaliação de apoio a Flavio após caso Vorcaro

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Da redação do Conectado ao Poder

Entidades do setor agropecuário se reúnem para definir estratégias e avaliar novas alternativas eleitorais

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) convocou para a próxima quarta-feira (27) uma reunião com presidentes de federações estaduais para discutir o cenário das eleições de 2026. O encontro, marcado em Brasília, ocorre em meio à reavaliação do apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após seu envolvimento com o caso Vorcaro ter gerado inquietação no setor.

De acordo com fontes do agronegócio, o debate sobre a continuidade do apoio ao senador ganhou força após líderes do setor considerarem que sua credibilidade foi abalada. Um influente dirigente afirmou que “a confiança no candidato foi quebrada” e avaliou que recuperar esse espaço junto às lideranças será um processo difícil para Flávio.

Lideranças do agronegócio indicam que, mesmo com sinais de possíveis problemas anteriores, Flávio Bolsonaro seguia como principal aposta do setor contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja rejeição no agro é expressiva. Agora, com o episódio Vorcaro e a repercussão negativa, há indefinição sobre uma alternativa viável para a disputa presidencial.

Conforme apurado, nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) aparecem em discussões internas, mas nenhum figura como consenso. A possibilidade de uma chapa com Tereza Cristina (PP-MS) e Michelle Bolsonaro (PL) é considerada baixa devido à resistência de Jair Bolsonaro. Caso não haja definição, líderes falam em apoio “envergonhado” a Flávio Bolsonaro.

A pauta do encontro também inclui a estratégia legislativa do agronegócio a partir de 2027. Apesar da atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária, que reúne cerca de 350 parlamentares no Congresso, a CNA busca garantir maior fidelidade dos integrantes à agenda do setor diante de divergências em votações recentes, como a proposta de fim da escala 6×1.

A CNA pretende alinhar a atuação dos mais de 2.000 sindicatos rurais e das federações estaduais para fortalecer o apoio a candidatos comprometidos com a pauta do agro. O advogado Carlos Bastide deve apresentar diretrizes sobre os limites da atuação sindical nas eleições, visando conformidade com a legislação eleitoral vigente.