Da redação
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, propôs a criação de um “selo de acurácia” para institutos de pesquisa que mais se aproximarem dos resultados das eleições. Uma minuta de resolução sobre a proposta foi distribuída a representantes de 16 entidades do setor. O selo seria concedido aos institutos que apresentarem os resultados mais precisos nos sete dias anteriores à votação, prazo que ainda pode ser alterado.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, representantes dessas entidades participaram de reunião na sede da Corte. O encontro foi convocado por Nunes Marques para debater a situação das pesquisas eleitorais, após o magistrado adotar medida de censura ao levantamento da Atlas/Bloomberg, que apontou queda de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto após divulgação de áudio em que pede dinheiro para Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Em discurso no evento, Nunes Marques afirmou que a proposta busca “celebrar a excelência técnica” dos institutos. O presidente enfatizou a relevância das pesquisas eleitorais no Brasil. Declarou que elas ocupam “posição de especial relevância no debate público” e que o eleitorado atribui “significativo valor” aos dados produzidos, responsáveis por consolidar a compreensão da dinâmica eleitoral e impactar o engajamento no processo.
A proposta de criação do selo dividiu opiniões entre os institutos. O presidente do Datafolha classificou a medida como “inaceitável”. Segundo ele, “pesquisas não têm o objetivo de prever o resultado de uma eleição” e sim retratar, por métodos estatísticos, as intenções de voto no momento da consulta, sendo um “erro comum” confundir pesquisa com previsão.




