Da redação
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou para a vulnerabilidade da Central Nuclear de Zaporizhzhya, localizada na Ucrânia, durante a abertura de seu encontro anual em Viena. Segundo a AIEA, embora a eletricidade externa tenha sido restabelecida, a usina ainda requer medidas adicionais para reforçar a segurança e a proteção, incluindo o envio de mais combustível diesel ao local.
De acordo com a agência, o suprimento de diesel permanece fundamental porque a usina já enfrentou dez interrupções no fornecimento de energia externa desde junho. O risco de novo apagão persiste se os estoques de diesel não forem reabastecidos, já que desde o início do conflito em 2022, a instalação é alvo de confrontos entre forças da Ucrânia e da Rússia.
A Central Nuclear perdeu a conexão com sua única linha de energia externa, a Ferosplavna-1, de 330 quilovolts, em decorrência de atividades militares nas proximidades do rio Dnipro. Por quase três semanas, a usina operou apenas com geradores a diesel para funções essenciais, como o resfriamento dos seis reatores e do combustível nuclear irradiado.
Para viabilizar trabalhos emergenciais, a AIEA intermediou um cessar-fogo local temporário entre 5 e 7 de setembro, para desminagem e reparos, acompanhado por uma equipe de campo da agência. O diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, afirmou que “ambos os lados colaboraram de forma construtiva” e ressaltou preocupação adicional com a chegada do inverno, que poderá ampliar a demanda por diesel devido ao aquecimento urbano e a atividades de tratamento de água.





