Da redação do Conectado ao Poder
Presidente da Comissão de Segurança Pública, Alberto Fraga sugere alterações essenciais para aprimorar a segurança pública no Brasil.

Alberto Fraga, presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, teceu críticas contundentes ao projeto anticrime proposto pelo governo. Ele considerou que a proposta “reduzia penas, criava uma nova categoria de criminosos e, na verdade, não dizia absolutamente nada”.
O deputado elogiou as modificações introduzidas pelo relator Guilherme Derrite, que, segundo Fraga, abordaram temas essenciais, como as organizações transnacionais. “O nosso projeto, de autoria do deputado Alfredo Gaspar e minha, já está no Senado e trata muito bem dessa questão”, afirmou.
Fraga reconheceu a existência de falhas na versão original de Derrite, principalmente no que diz respeito à atuação da Polícia Federal nos estados. Ele destacou que a Polícia Federal é uma instituição nacional e não pode atuar somente com autorização dos governadores. “A Polícia é Federal, é de todo o País”, explicou.
Além disso, o deputado alertou para a necessidade de não privilegiar a Polícia Federal em exclusividade nas ações contra facções. Ele afirmou que mais de 80% das prisões relacionadas a organizações criminosas são realizadas por Polícias Militares e Civis. “Não se pode dar exclusividade à Polícia Federal ou à Polícia Rodoviária Federal, se as polícias estaduais são as que efetivamente realizam as maiores prisões”, enfatizou.





