Da redação
A votação da proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho foi adiada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que decidiu submeter o tema ao plenário apenas após o resultado da corrida presidencial. Segundo Alcolumbre, a decisão foi comunicada em resposta a um apelo do senador Paulo Paim (PT-RS).
A medida, considerada prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva devido ao seu potencial eleitoral, já havia sofrido um revés anteriormente. O governo tentou incluir o tema em um novo esforço concentrado entre o primeiro e o segundo turnos, mas não obteve êxito. Líderes governistas foram pegos de surpresa pelo anúncio.
Alcolumbre afirmou que o Senado votará, após as eleições, o fim da escala seis por um, sinalizando também um gesto para setores da oposição que resistem à proposta. Ele busca apoio tanto de governistas quanto de oposicionistas com vistas à recondução à presidência da Casa, conforme interlocutores ouvidos.
Entre integrantes do governo, a orientação é evitar confrontos com Alcolumbre. Avalia-se que, apesar da decisão sobre a PEC da jornada, ele cumpriu a maioria dos compromissos assumidos com Lula. O Planalto ainda aposta na aprovação da chamada PEC da Segurança, considerada relevante para a campanha presidencial.




