Da redação
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, autorizou Flávio Bolsonaro a retomar as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão, de acordo com aliados do candidato do PL ao Palácio do Planalto, foi considerada um aceno do Judiciário no contexto das duas semanas que antecedem o segundo turno das eleições.
Segundo aliados de Flávio Bolsonaro, a liberação das visitas faz parte de uma série de gestos de Moraes desde o fim do primeiro turno, incluindo a permissão para a progressão de regime de condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Esses interlocutores também mencionam a atuação de Michel Temer, responsável por indicar Moraes ao Supremo, e que declarou apoio ao candidato do PL. Um integrante da campanha de Flávio disse, sob reserva, que “Moraes está sendo pragmático”.
Adversários de Flávio Bolsonaro, alinhados à campanha de Lula, também interpretam o ato como pragmatismo do ministro. De acordo com esses aliados, porém, não há alinhamento entre Moraes e a candidatura do PL, citando que o ministro determinou o início do cumprimento da pena de prisão de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. Para esses interlocutores, Moraes age por “conveniência” e em movimentos de “sobrevivência” diante da pressão pela sua saída do Supremo.
A autorização para os encontros de Flávio e Jair Bolsonaro segue parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Após a onda de direita garantir assentos no Senado, aumentaram as chances de aprovação de processos de impeachment contra ministros do Supremo, elevando a pressão sobre Moraes conforme políticos articulam estratégias para o segundo turno.




