Da redação
As recentes inundações no Nepal causaram destruição generalizada em vários distritos, comprometendo estradas, pontes, barragens e resultando em aproximadamente 1.400 mortes, conforme as Nações Unidas. Segundo autoridades locais, mais de 5.000 pessoas continuam desaparecidas após o colapso de uma montanha e de uma geleira na fronteira entre a China e o Nepal.
De acordo com avaliação preliminar da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a enxurrada intensa que atingiu o corredor Bhote Koshi-Trishuli afetou severamente a economia. Cerca de 21.400 pessoas empregadas viviam a menos de quatro quilômetros do perímetro atingido, sofrendo com paralisação da atividade econômica, destruição de moradias e dificuldades de mobilidade.
Setores como turismo, agricultura, transporte e micro e pequenas empresas foram particularmente afetados, pressionando profissionais como guias, agricultores, operadores de transporte e trabalhadores de hotéis e restaurantes. A OIT ressalta que a alta informalidade deixa trabalhadores com pouca proteção social, agravando a situação para diaristas, autônomos e informais que enfrentam perdas imediatas de renda.
A interrupção do corredor comercial Nepal-China, principalmente em postos como Rasuwa e Tatopani, afeta cerca de 22% das importações nepalesas oriundas da China. O relatório da OIT recomenda apoio à renda, requalificação profissional, segurança ocupacional e reforço da proteção social, além de medidas que priorizem empregos decentes durante a reconstrução.




