Da redação
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência, tentavam explicar a derrota para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada após o segundo turno. Flávio passou de uma vantagem de 2,2 milhões de votos no primeiro turno a uma desvantagem de 4,4 milhões.
Entre os responsabilizados estavam a coordenadora econômica Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, o empresário Pablo Marçal, o deputado federal Nikolas Ferreira e o marqueteiro Duda Lima. Um interlocutor de Flávio disse: “Com o PT não se brinca. Fomos levados pela narrativa dos petistas”.
Aliados disseram que faltou “testosterona” à campanha e criticaram falas de Marques sobre o Bolsa Família e inteligência artificial no serviço público. Também viram inconsistência nos debates de Flávio na Band e na Globo e consideraram capacitista a fala “Nove Dedos” sobre Lula.
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, não fez campanha no segundo turno nem foi à apuração. Nikolas Ferreira foi criticado por vídeo sobre o Nordeste; Valdemar Costa Neto, presidente do PL, por falta de verba. Lula teve 64,2 milhões de votos (51,79%), ante 59,8 milhões (48,21%) de Flávio.



