Início Brasil Familiares de mortos cobram justiça um ano após operação na Penha

Familiares de mortos cobram justiça um ano após operação na Penha


Da redação

Um ano após perder o filho, Tauã Brito voltou nesta quarta-feira (28) à praça São Lucas, no Complexo da Penha, no Rio, para cobrar justiça e homenagear as vítimas da Operação Contenção, que deixou 122 mortos. O ato foi organizado pela Frente Penha.

A mobilização reuniu moradores, familiares das vítimas e integrantes de movimentos sociais, que soltaram balões brancos. “Existe esperança, existem sonhos, existem crianças e jovens que precisam ser vistos por esse Estado. E hoje a gente está aqui mostrando isso”, afirmou Brito.

Wellington Brito dos Santos, morto aos 20 anos, estava entre os 117 civis mortos; cinco policiais também morreram. As circunstâncias das mortes seguem sob investigação. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou 28 policiais militares em 12 ações penais, recebidas pela Justiça, por crimes como roubo e furto.

A operação mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar contra o Comando Vermelho. Relatório da Human Rights Watch divulgado nesta quarta-feira apontou falhas na preservação de provas e indícios de uso excessivo da força, além de obstrução e manipulação de câmeras corporais.