Da redação
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam, em conversas reservadas, que Jorge Messias, advogado-geral da União, é apontado como principal responsável por não ter sido escolhido para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Segundo esses interlocutores, Messias não avaliou adequadamente o contexto político desfavorável.
Integrantes próximos à Presidência avaliam que, em período eleitoral, Lula depende do apoio do Congresso e de um ambiente de estabilidade política para avançar nas indicações. “Todo mundo sabia que Davi Alcolumbre queria Rodrigo Pacheco depois das indicações de Cristiano Zanin e Flávio Dino”, declarou um auxiliar do presidente, ao comentar o cenário de alianças.
O mesmo auxiliar afirmou que seria um “gesto de desprendimento abrir mão da vaga agora e se colocar à disposição para uma eventual indicação em 2027, caso Lula seja reeleito”. Essa fonte relatou ainda que Messias enviou repetidamente mensagens ao presidente para cobrar o anúncio da indicação e afirmou: “Parecia o burrinho do Shrek: ‘Tá chegando? Tá chegando?’”. Ele acrescentou que a prerrogativa da escolha é do presidente, mas a aprovação depende do Senado.
Ainda de acordo com o auxiliar, uma indicação para o Supremo Tribunal Federal exige entendimento político e o aval dos senadores, ponto que Messias conhece. Após esses episódios, Lula afirmou que manterá a defesa do nome do advogado-geral da União para futuras indicações ao Supremo.




