Da redação
O economista Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central e atualmente vice-presidente e chefe global de políticas públicas do Nubank, surpreendeu interlocutores frequentes ao ser cogitado para o cargo de ministro da Economia caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República, conforme relatos de pessoas próximas.
Segundo esses interlocutores, a surpresa está ligada principalmente ao bom relacionamento de Campos Neto com Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. Durante o período em Brasília, ambos se aproximaram e também criaram laços entre suas famílias, o que, conforme fontes, facilitaria a indicação do economista para ministério em um eventual governo de Tarcísio, considerado apenas para 2030.
Ainda conforme relatos, Campos Neto e Flávio Bolsonaro mantêm relação cordial, porém distante, sem a mesma proximidade verificada entre o economista e Tarcísio de Freitas. O envolvimento de Campos Neto com a campanha bolsonarista ocorreu apenas quando a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, foi cogitada como possível vice-presidente na chapa.
Após o veto à indicação de Tereza Cristina pelo presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI), a participação de Campos Neto em iniciativas relacionadas à campanha esfriou, segundo interlocutores. Campos Neto foi indicado para a presidência do Banco Central durante o governo de Jair Bolsonaro, onde atuou antes de sua atuação no setor privado.



