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Alvo da PF foi tesoureiro de Alcolumbre e agradeceu senador por indicação à Previdência do Amapá


Da redação

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a operação “Zona Cinzenta”, que investiga possíveis irregularidades na gestão de recursos da Amapá Previdência (Amprev). Entre os principais alvos está o diretor-presidente da autarquia, Jocildo Silva Lemos, nomeado em 2023 pelo governador Clécio Luís (União Brasil) após indicação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em um evento público em 2024, Lemos agradeceu ao senador pelo convite para assumir o cargo.

A ação mira também dois membros do comitê de investimentos da Amprev: Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves. Além deles, Alberto Alcolumbre, irmão de Davi Alcolumbre, integra o conselho fiscal da Amprev, mas não figura entre os investigados.

O foco da investigação são aplicações de quase R$ 400 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, em menos de 20 dias, três operações desse tipo foram aprovadas em reuniões realizadas em julho de 2024.

De acordo com balanço anual de 2024, a Amprev possuía um ativo circulante de R$ 10 bilhões, com R$ 8,3 bilhões em investimentos e aplicações temporárias a curto prazo. Mesmo assim, o fundo apresentava um déficit de R$ 387 milhões em seu patrimônio líquido.

A Polícia Federal cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, apurando crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta. Até o momento, a assessoria do presidente do Senado não se manifestou sobre o caso.