Da redação
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) apontam que a região passa por acelerada transformação demográfica, com queda na taxa de fecundidade e envelhecimento populacional, fatores que alteram as estruturas familiares.
No Brasil, relatório das entidades destaca a proximidade do fim do bônus demográfico, já que, até 2028, a parcela da população em idade ativa deixará de ser maior que o número de dependentes. Esse cenário resulta da redução da taxa de natalidade e do aumento da expectativa de vida. O crescimento do grupo com mais de 80 anos pressiona os sistemas de proteção social e eleva a demanda por cuidados.
Em 2024, a taxa de fecundidade na América do Sul e Central caiu para 1,8 filho por mulher, conforme a Cepal e o Unfpa, ficando abaixo do nível de reposição populacional e figurando entre as três menores do mundo. Apesar dessa redução, a taxa de gravidez entre adolescentes continua alta, com 50 nascimentos para cada mil jovens de 15 a 19 anos.
As projeções das agências indicam que 25% da população latino-americana e caribenha, cerca de 182 milhões de pessoas, terá 60 anos ou mais em 2050. Desde o início do século até 2024, o número médio de moradores por lar caiu de 4,3 para 3,3. Há destaque para domicílios unipessoais e monoparentais chefiados por mulheres. Segundo a Cepal, é necessário ampliar a participação feminina no mercado de trabalho, promover reformas na previdência e investir na educação.



