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Ancelotti define escalação mais física do Brasil para estreia contra Marrocos na Copa


Da redação

O técnico Carlo Ancelotti comandou nesta semana os treinamentos da Seleção Brasileira em Nova Jersey, a três dias da estreia na Copa do Mundo diante de Marrocos. A ausência do lateral Wesley levou o treinador italiano a ajustar a equipe e buscar novas alternativas para reforçar o setor defensivo e o meio-campo.

A lesão de Wesley resultou em mudanças na estrutura originalmente planejada. Wesley atuava como importante peça ofensiva, avançando pelo lado direito e criando superioridade numérica nos ataques. Sem sua presença, a comissão técnica passou a testar Ibañez na lateral direita, visando manter equilíbrio defensivo sem perder a capacidade de apoiar o ataque.

Os trabalhos recentes têm enfatizado atividades específicas para Ibañez, que integrou exercícios voltados para cruzamentos e construção ofensiva, além de atuar ao lado de Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos. Essa formação, testada por Ancelotti, pode ser confirmada como a linha defensiva do Brasil na estreia, refletindo adaptação à estratégia adversária.

Além da saída de Wesley, as escolhas do treinador são influenciadas pelo perfil da seleção de Marrocos, que utiliza intensa movimentação pelos lados do campo, principalmente com Achraf Hakimi e Brahim Díaz. Por esse motivo, Douglas Santos ganhou espaço na lateral esquerda, oferecendo mais segurança defensiva e contribuindo para limitar os avanços marroquinos.

No comando do ataque, Matheus Cunha também se fortaleceu como opção titular, sobretudo pelo compromisso tático sem a bola e capacidade de ajudar na recomposição defensiva. No meio-campo, Lucas Paquetá ganhou espaço, juntamente com Casemiro e Bruno Guimarães, formando um setor central de forte presença para dar maior controle e equilíbrio ao time.

A provável escalação conta com Alisson; Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr. Ancelotti busca um Brasil mais controlado no meio-campo e menos dependente das jogadas laterais, ajustando-se às condições do confronto inaugural.