Da redação
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta quarta-feira (24) que a bandeira tarifária amarela será adotada em todo o país no mês de maio, resultando em acréscimo nas faturas de energia elétrica para os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A medida ocorre por causa da redução no volume de chuvas.
De acordo com a Aneel, a transição do período chuvoso para o seco impactou a geração hidrelétrica, exigindo o acionamento de usinas termelétricas, cujo custo de produção é mais elevado. “Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos”, detalhou a agência reguladora.
Desde janeiro, a conta de luz estava sob bandeira verde, sem acréscimos, devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das hidrelétricas em níveis considerados satisfatórios. O novo cenário, porém, alterou as perspectivas para o mês de maio, justificando a mudança.
O sistema de bandeiras tarifárias foi estabelecido pela Aneel em 2015 e tem o objetivo de refletir o custo variável da geração de energia elétrica ao consumidor. Cada cor de bandeira indica o cenário para a geração: verde, amarela ou vermelha, conforme o custo da produção mensal.
Conforme explicado pela Aneel, as condições de operação do sistema de geração de energia são reavaliadas todos os meses pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que determina a melhor estratégia para atender à demanda e projeta os custos a serem cobertos pelas bandeiras tarifárias.
Os valores atualmente definidos são os seguintes: bandeira amarela, acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh; bandeira vermelha patamar 1, acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh; e bandeira vermelha patamar 2, acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos.





