Da redação
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu na semana passada Flávio Bolsonaro na Casa Branca, atendendo ao pedido para classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. O encontro ocorreu em meio a discussões sobre possíveis novas tarifas para produtos brasileiros, que ainda não foram oficializadas.
Apesar de Trump manter um relacionamento cordial com o presidente brasileiro Lula, ele demonstrou alinhamento com o grupo bolsonarista. A recente recepção a Flávio Bolsonaro e a anuência à solicitação sobre o PCC e o CV reforçam essa proximidade. O episódio evidencia vínculos políticos nos bastidores da relação bilateral entre Brasil e EUA.
Em relação ao anúncio das tarifas, ainda pendente de oficialização, não se pode descartar a intenção de Trump em beneficiar a família Bolsonaro com o timing desses anúncios. Contudo, conforme apurado, há dúvidas quanto ao real impacto dessas medidas nas eleições, pois elas podem prejudicar o próprio grupo bolsonarista.
O histórico eleitoral internacional de Trump, segundo análises, revela mais reveses do que êxitos para candidatos e partidos estrangeiros por ele apoiados. O caso do húngaro Viktor Orbán, derrotado após 16 anos no poder, é citado como exemplo desse desempenho em pleitos estrangeiros.
Ainda de acordo com registros, interferências de Trump foram decisivas em eleições no Canadá e na Austrália, levando à vitória dos trabalhistas, bem como contribuíram para triunfos de centristas na Groenlândia e na Romênia. Na América Latina, Trump obteve melhores resultados, com êxito em Argentina, Honduras, Chile e Bolívia, sendo neste último de forma mais discreta.
Esses episódios, conforme apontado, levantam questionamentos sobre a eficiência de Trump como apoiador político em eleições estrangeiras. Ao considerar esses antecedentes, a recomendação seria cautela ao buscar seu envolvimento em estratégias de marketing eleitoral.






