Da redação
No Dia Mundial da Nutrição de 2026, Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), afirmou em Roma que a segurança alimentar depende não apenas da produção, mas também da disponibilidade e acessibilidade econômica dos alimentos. O pronunciamento ocorreu em evento realizado durante a Semana da Nutrição.
O diretor-geral da FAO participou do encontro de alto nível “Agir em Conjunto para uma Ação Nutricional Coerente”, promovido na sede da agência no final de maio. Qu Dongyu ressaltou que, atualmente, diversos países buscam diversificar suas culturas agrícolas, reduzir perdas pós-colheita e proteger a biodiversidade como estratégias essenciais para assegurar a diversidade alimentar.
Durante seu discurso, Qu Dongyu sublinhou a importância de oferecer “alimentos suficientes, diversificados e seguros” à população, destacando que a disponibilidade não se restringe ao número de calorias produzidas, mas envolve também a qualidade dos alimentos ofertados pelo setor agroalimentar.
O diretor-geral defendeu a implementação de intervenções específicas, como programas de alimentação escolar, compra local de alimentos e apoio à produção dos pequenos agricultores. Segundo ele, “2,6 bilhões de pessoas não dispõem dos rendimentos necessários para garantir uma dieta saudável”, sendo necessário investir em proteção social, apoio à renda e políticas de redução do preço de frutas, legumes e proteínas.
Qu Dongyu apresentou o conceito dos “Quatro Níveis de Alimentos” como orientação para o fortalecimento global da segurança alimentar: alimentos básicos que previnem a fome, alimentos nutritivos com vitaminas e minerais, dietas saudáveis que reduzem riscos de doenças e alimentos funcionais com benefícios adicionais comprovados.
Segundo o diretor-geral, nenhuma agência ou ministério consegue, isoladamente, solucionar o desafio do acesso econômico à comida. Ele defendeu a atuação conjunta de governos e parceiros locais “para garantir que alimentos básicos, nutritivos, saudáveis e funcionais cheguem a quem mais precisa”.






