Da redação
Bill Clinton e Hillary Clinton, ambos ex-ocupantes do alto escalão do governo americano, concordaram em prestar depoimento à Câmara dos Representantes dos EUA sobre o caso Jeffrey Epstein. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2), após o casal faltar às audiências previamente marcadas e afirmar já ter fornecido as “poucas informações” de que dispõem à investigação.
O porta-voz dos Clinton, Angel Ureña, criticou pelo X o presidente do Comitê de Supervisão, o republicano James Comer, responsável pela apuração das ligações entre Epstein e figuras poderosas. Ureña afirmou que os Clinton sempre colaboraram, mas que “Comer não se importa” e destacou: “Eles esperam estabelecer um precedente que se aplique a todos”.
A decisão de depor ocorre após o comitê aprovar duas resoluções recomendando que o plenário declarasse os Clinton culpados por desacato criminal ao Congresso, o que pode resultar em multa de até US$ 100 mil (R$ 532 mil) ou até um ano de prisão. Comer alega que o casal buscava negociar um depoimento parcial e reforçou que “ninguém está acima da lei”.
Segundo o comitê, desde julho de 2025 foram intimadas dez pessoas, inclusive Bill e Hillary, para depor sobre os crimes de Epstein e de Ghislaine Maxwell. Apenas duas foram ouvidas. Os depoimentos do casal Clinton foram remarcados diversas vezes, mas não ocorreram nas datas finais.
Em carta a Comer em janeiro, os Clinton afirmaram ter “tentado fornecer as informações” e acusaram o republicano de usar o caso para desviar o foco de falhas do governo Trump, que também teve ligações com Epstein. Para o casal, “esse momento chegou” de lutar “pelo país, seus princípios e seu povo”.





