Início Celebridades Após Carbono Oculto, 14 de 25 postos seguem funcionando irregularmente

Após Carbono Oculto, 14 de 25 postos seguem funcionando irregularmente


Da redação

Quatorze dos 25 postos visitados em apuração sobre a Operação Carbono Oculto continuavam abertos irregularmente, embora aparecessem como desativados na Agência Nacional do Petróleo (ANP). Os estabelecimentos são ligados a alvos da investigação, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo.

Em um posto da zona sul de São Paulo, a equipe abasteceu duas vezes; os funcionários disseram aceitar apenas dinheiro. “Dinheirinho? A maquininha está sem sistema”, disse uma frentista. O cadastro registrava a autorização revogada desde março de 2025, embora o local continuasse aberto.

Três postos de Praia Grande, Campinas e Catanduva, ligados à holding GGX Global Participações, tiveram autorizações revogadas em 2025. A investigação associa a empresa à lavagem atribuída aos empresários Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecidos como Primo e Beto Louco.

Investigadores estimam que o grupo comandado por Mourad e Silva movimentou R$ 54 bilhões entre 2019 e 2024, com ao menos R$ 8,4 bilhões desviados via fraudes fiscais e lavagem. As defesas contestam ligações com organizações criminosas; a de Silva rejeita associação ao PCC.