Da redação
O governo brasileiro espera rápida aprovação, no Congresso, do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, cuja assinatura está marcada para este sábado, em Assunção, no Paraguai. O Planalto aposta em celeridade nas votações na Câmara e no Senado, similar ao que ocorreu durante a aprovação da Lei da Reciprocidade, no auge da crise do tarifaço.
Segundo auxiliares do governo, não há expectativa de resistência dos parlamentares aos termos do acordo. Eles citam o tarifaço imposto por Donald Trump como fator de alerta para setores econômicos, incluindo o agronegócio, sobre os riscos de depender fortemente de poucos parceiros comerciais. Para o governo, esse entendimento agora deverá se refletir em apoio ao acordo no Congresso.
Integrantes da bancada do agronegócio, mesmo na oposição ao governo Lula, sinalizam posicionamento pragmático. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra do governo Jair Bolsonaro e uma das principais vozes do setor, declarou-se favorável ao pacto, ainda que tenha feito ressalvas ao texto final. “Não foi o acordo dos sonhos, mas o possível: abre portas e estabelece cotas, mas o livre comércio ainda está distante. Ainda mais com as novas salvaguardas impostas pela UE, que significam ameaças injustas ao nosso agro. Mesmo assim, o acordo pode se ajustar e abrir perspectivas comerciais para o Brasil”, afirmou.
Apesar da assinatura prevista para este sábado, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos de todos os países integrantes do Mercosul. No entanto, o governo brasileiro acredita que Argentina, Paraguai e Uruguai também não apresentarão resistência à proposta.
O objetivo do governo é diversificar parceiros comerciais e ampliar o acesso do Brasil a novos mercados, fortalecendo a economia nacional.






