Da redação
Brasília completa 66 anos nesta terça-feira (21), comemorando sua arquitetura modernista concebida por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, referência mundial em urbanismo. Agora, esses conceitos inspiram a construção das novas escolas públicas do Distrito Federal, segundo planejamento da Secretaria de Educação (SEEDF) que vai além das salas de aula tradicionais.
A proposta é criar ambientes modernos, acessíveis e voltados à convivência, ao esporte e ao desenvolvimento integral dos estudantes. “Hoje, pensamos a escola como um espaço que vai além das salas de aula”, explica a secretária de Educação interina, Iêdes Braga. Ela afirma que a arquitetura integra o processo de aprendizagem, com ambientes abertos, acessíveis e que estimulam a colaboração, além de investimentos em espaços esportivos.
O diretor de Arquitetura da SEEDF, Tiago Reges da Silva, destaca a permanência dos princípios de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer nos novos projetos. “O pensamento de Lúcio Costa aparece na organização dos espaços e na forma como tudo se integra. Já Niemeyer inspira a criatividade e o uso da arquitetura como experiência”, afirma.
A integração de ambientes internos e externos está entre os pilares dessas construções, conforme destaca a arquiteta Aline Lima, da Subsecretaria de Infraestrutura Escolar, que cita o uso de pátios cobertos, descobertos e cobogós para garantir iluminação, ventilação natural e identidade arquitetônica. Esse modelo substitui os blocos separados, facilitando o controle e aumentando a segurança, além de conectar a comunidade escolar.
Entre 2019 e 2024, 17 novas unidades escolares foram entregues no DF, incluindo escolas técnicas e a Escola Bilíngue do Plano Piloto. O Centro Educacional Jardins Mangueiral exemplifica essa evolução, com pátios integrados e rampa acessível. Para celebrar a arquitetura escolar, a exposição ‘Projetando Saberes’ está aberta no Espaço Neusa França, na sede da secretaria, de segunda a sexta, das 8h às 18h.






